Para muitos só mais um menino, para os mais íntimos uma pessoa com o coração enorme, um homem um tanto sério por fora e por dentro uma criança precisando de um ombro. Eu gostaria de dizer como foi que te conheci, como foi o primeiro dia em que nos falamos, mas tenho uma decepção comigo mesma ao saber que não me recordo deste dia. Deve ter sido em meio a uma roda de amigos, o que seria bem normal, sempre conhecemos pessoas novas deste modo. O que me lembro ao certo é de um menino que havia se mudado para a mesma rua onde eu moro. Lembro-me que ele me adicionou no Orkut, queria fazer amizades – o que é bem normal entre os adolescentes, ou pelo menos alguns. Daí em diante foram algumas conversas no Orkut, outras no MSN. Depois nos falamos pessoalmente, graças ao John e outros amigos em comum. Muitas conversas. Abraços. Conversas. Brincadeiras. Amizade. Criamos uma amizade ao decorrer do tempo, não me recordo se havia passado muito ou pouco, pois já era difícil as horas demorarem a passar quando estávamos juntos, nos divertindo. Intimidade. Eu já tinha confiança em você para lhe contar meus problemas, seja eles quais forem. Eu sabia que podia confiar em você. Encontros inesperados. Era incrível... quando comentávamos um com o outro que estaríamos em algum lugar, em alguma hora, algum de nós dois não aparecia, imprevistos eram a causa. Agora era só nós estarmos andando pela rua que derrepente nos deparávamos um com outro, frente a frente. E lá se iam mais conversas, risos, abraços, olhares e brincadeiras. Na maioria das vezes você estava indo ao colégio, meio atrasado – diga-se de passagem – , mas sempre parava para falar comigo, porém dizia não poder demorar. Algumas vezes cumpria. Outras não. E quando nos dávamos conta do horário já estava tarde demais e você saia as pressas para ir para a escola. Creio que tenha valido apena os atrasos, pois valia apena ficar parada e algum lugar pela rua conversando contigo. Sinto falta de poder te ver todos os dias passando pela rua, ou então ouvindo seus gritos tentando com que o John viesse atender o portão. Bom, por mais que nossas vidas mudem, as lembranças não se apagarão,nada relacionado à nós dois irá se apagar! Pois eu não quero, e acho que mesmo que eu tentasse fazer isso seria em vão. Agora uma distância chatinha nos separa. E as responsabilidades ajudam essa distância, que é pequena, aumentar um pouco mais. Mas eu sei que você sempre estará sempre aqui para mim, e eu estarei sempre aqui para ti! E como nós dois sabemos, sempre estaremos aqui um com o outro, por mais que não estejamos frente a frente, afinal, estamos a um telefone de distância. E, meu amigo, você está sendo um presente para mim. Eu te amarei, mesmo que muitos anos passem, pois o que criamos é verdadeiro. E inesquecível.
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